sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Pessoas e Literatura

Hoje estava navegando pela internet quando lembrei de um blog que eu havia visto há algum tempo. O blog não é mais atualizado, mas tem vários artigos muito bem humorados. Foi nessa visita ao blog que tive a inspiração (coisa que me falta nesses dias) para escrever essa postagem cujo tema será: as críticas literárias por leigos.

Quando comecei esse blog, eu não tinha a intenção de ter como tem a a literatura. Eu iria fazer um blog geral, com idéias que eu tivesse. Mas como livros são a minha maior paixão, me voltei para um blog de literatura. Eu jamais iria dizer que eu tenho alguma “habilidade” para fazer críticas a livros, mas eu sempre me arrisco a avaliar os livros que eu leio, buscando sempre ter um ponto de vista profissional, embora não tenha tal atributo.

Nesse blog eu achei uma postagem que fazia uma crítica aos livros da Saga Crepúsculo, de Stephenie Meyer. Entretanto, eu não achei essa crítica nem um pouco imparcial. O autor criticava demais a inovação que a autora fez na parte dos vampiros. Se você não leu ou não viu o filme, saiba que os vampiros da história brilham no escuro, não dormem em caixões e também não viram morcegos, embora tenham alguns poderes. O autor praticamente criticava os fãs dos livros dizendo que não entendiam de livros. Os comentários também não eram nada imparciais. Os fãs diziam que o livro era realmente o melhor que existe e outras coisas absurdas. Confira o post: http://riudemim.blogspot.com/2009/01/edward-cullen-projeto-de-vampiro.html

Então eu fiquei pensando nisso. Muitas pessoas dizem que adoram um livro e falam que o livro é muito bom, mas porque elas adoram?

Algumas realmente avaliam o livro, sua linguagem, coerência e outros critérios técnicos. Entretanto, acredito eu que essas pessoas não são maioria. Algumas gostam porque acharam um personagem legal, porque todo mundo gosta, porque virou filme, porque o livro é curto, etc. São poucas as pessoas que realmente avaliam um livro corretamente. Eu já ouvi uma pessoa dizer que gostou de um livro porque ele não tinha capítulo e então era mais fácil de se ler.

Existem pessoas que não sabem avaliar um livro imparcialmente e não aceitam de forma alguma que alguém manifeste uma posição contrária. É o mais simples conceito de “ignorância” onde a pessoa não está mais julgando, mas sim defendendo uma posição cegamente. Acho que para fazermos um julgamento ou uma crítica devemos ser totalmente imparciais e jamais deixar a “balança” perder para um lado.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Novidades

Boa Tarde Pessoal!

Depois de ficar fevereiro inteiro sem postar, retomo as atividades na blogosfera. A primeira novidade é que o blog mudou de endereço. Achei que esse blog não tinha mais a ver com a minha vida, mas sim com literatura mesmo. Então mudei o endereço para http://literaturadegaroto.blogspot.com/ .

Acho que vou fazer um blog pessoal também. Teve uma época em que esse blog era pessoal, mas acho melhor não misturar os dois.

Além disso, estou com mais outro dois projetos de blog, mas esses eu realmente não posso contar, e dificilmente vocês saberão.

Minhas aulas vão começar e espero poder estar com mais inspiração para escrever e aí poder atualizar o blog com livros, pensamentos, idéias e outros.

Até a próxima!

sábado, 30 de janeiro de 2010

Fernando Pessoa, Heteronímia e Kabbalah

Desculpem não ter postado nos dias anteriores. Estava muito ocupado e com várias coisas para fazer.

Esses dias estava assistindo o programa “Tudo que é sólido pode derreter” na Cultura. Eu realmente gosto dele, acho muito inteligente e interessante. O episódio foi sobre Fernando Pessoa e heteronímia. Não sabe o que é heteronímia? Fácil.

Heteronímia é a arte dos heterônimos. Mas o que são heterônimos? Os heterônimos foram criados por Fernando Pessoa e são diferentes personalidades presentes e controlados pelo seu mestre. Ainda não entendeu? Vamos pensar em Fernando Pessoa. Ele criou vários heterônimos e era chamado de mestre deles. O mais famoso foi Álvaro de Campos. Álvaro de Campos escreveu livros onde colocava sua personalidade, diferente da de Fernando Pessoa. Na minha opinião, muitas pessoas tem heterônimos. Existem vários “eus” dentro de nós. Temos o eu que mostramos a família, o eu dos amigos, o eu da escola, do trabalho, etc. Achei muito bacana a heteronímia.

Pesquisando mais a fundo sobre Fernando Pessoa, cheguei até a Kabbalah. Estou lendo vários artigos e assistindo a vários vídeos sobre essa sabedoria tão antiga. Eu realmente me interessei e me identifiquei com ela.

Até logo.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O Estudante

O Estudante é um livro escrito por Adelaide Carraro, cuja primeira edição data de 1975. Conta a história de dois irmãos, Renato e Roberto. O livro narrado por Roberto se divide em duas partes, a primeira contando a história de Renato antes de se envolver com as drogas e a segunda depois de se envolver com elas. O livro realça como a droga pode atingir até mesmo as melhores famílias e como ela pode mudar completamente as pessoas. O livro é o primeiro livro de uma série de três volumes.

No início do livro é mostrado como Renato era um bom menino. Ele era um bom aluno na escola, respeitava seus professores, formou uma ONG para ajudar pessoas carentes, amava sua família, convenceu seus pais a adotar uma menina negra (que seria personagem dos próximos livros). Enfim, era simplesmente um menino perfeito. Depois Renato é apresentado às drogas, fica viciado e muda sua vida completamente. Ele repete um ano na escola, sua aparência jovem se torna suja e horrível, começa a traficar na escola, mente para seus pais, desrespeita a todos e muito mais. Seu irmão Roberto conta seu sentimento de profunda angústia ao ver seu irmão se afundar nas drogas cada vez mais. Roberto e seu professor da quinta série tentam parar a quadrilha que obriga Renato a traficar denunciando o chefe do esquema. Infelizmente, isso não serviu de nada para Renato, tanto que esse assassina seu professor que estimava tanto. O final do livro é realmente triste, mas não vou revelá-lo aqui para deixá-los curiosos.

O livro é simplesmente maravilhoso, com certeza o melhor livro sobre drogas. O estilo da autora é excelente, com uma linguagem clara e acessível. A história? Não tenho nem palavras. Confira esse livro porque ele realmente vale a pena.

 

Capa do livro. Na imagem, temos Roberto olhando para o grupinho usuários de drogas.

domingo, 24 de janeiro de 2010

As Crônicas de Nárnia

As Crônicas de Nárnia é uma série escrita por C. S. Lewis, um escritor irlandês nascido em 1988. É uma série de sete livros que contam a história de uma terra fantástica chamada Nárnia, criada pelo canto do poderoso e bondoso leão Aslam. Os personagens principais da série são os irmãos Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia, embora em alguns livros tenhamos outros personagens.

Os livros são repletos de fantasia. Lewis escreveu o livro muito bem, dando ênfase a toda a magia da terra de Nárnia fazendo com que o leitor se prenda no livro e não pense em mais nada. A linguagem não é difícil, uma vez que o público alvo é infantil. As ilustrações não são muitas, mas quando aparecem são lindas e retratam muito bem a história. Na última edição, os sete livros estão em ordem cronológica, embora a ordem de sua publicação seja diferente. A história nunca se torna monótona, é sempre envolvente e fascinante.

Eu recomendo esse livro para crianças, embora adultos também iriam gostar. É a elite de todos os contos de fadas e histórias maravilhosas que existem. Vale a pena conferir essa série maravilhosa que é As Crônicas de Nárnia.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Projeto Crossbooking

Na minha escola, nossa professora de Literatura tentou implantar o Projeto Crossbooking. Basicamente, esse projeto consiste em deixar estantes com livros espalhadas pela cidade a fim de que as pessoas possam pegar algum livro de seu interesse e deixar algum outro livro. Esse projeto funciona bem em cidades da Europa e já temos alguns projetos pioneiros no Brasil.

Eu particularmente não gostei do projeto, para falar a verdade, achei desnecessário. Temos uma biblioteca na escola com vários livros e que infelizmente fica fechada. Os alunos podem pegar os livros, mas são poucos os que sabem disso. Não temos ninguém interessado em abrir aquela biblioteca. Agora falam que esse projeto é mais simples porque não tem toda aquela burocracia de um a biblioteca. Isso é verdade, mas o engraçado é que a estante de livros do Crossbooking fica em frente da porta da biblioteca!

Não estou dizendo que o Crossbooking é desnecessário na cidade. Só estou dizendo que na minha escola o projeto foi por água a baixo. Na cidade funcionaria perfeitamente em níveis locais, pois muitos bairros não possuem uma biblioteca pública. Acho o Projeto uma maneira perfeita das pessoas terem mais contato com os livros, tanto que faço parte de uma ONG de jovens que desenvolvem projetos e um dos meus projetos deve ser o Crossbooking. Agora Crossbooking em escola com biblioteca fechada não dá!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Como fazer as crianças se interessarem por livros?

Muitos pais se perguntam como fazer as crianças se interessarem por livros. Afinal, a leitura é algo que se ensina ou algo natural que depende somente da criança?

 

O interesse e o estímulo pela leitura vêm crescendo cada vez mais nos dias de hoje. Temos cada vez mais livrarias, mais bibliotecas e mais autores e livros fazendo sucesso. Os pais querem incentivar seus filhos à participar deste novo mundo da literatura. Muitos acabam forçando suas crianças para que elas leiam sendo que muitas vezes elas não têm o mínimo interesse. Em outras palavras, não adianta dar livros e mais livros aos filhos sendo que eles não foram orientados a terem esse tipo de interesse. Os pais devem criar esse interesse. A questão é: Como?

A resposta se dá com a velha frase: “Os filhos são os espelhos dos pais.”. É a obrigação deles criarem uma atmosfera propícia ao ambiente literário, onde as crianças possam se interessar sem serem obrigadas a ler. Crianças que nunca viram seus pais lendo um jornal, uma revista ou um livro acham que a leitura é simplesmente desnecessária e algo nada comum. É nessa fase que estão construindo sua personalidade e portanto tentaram seguir pessoas pelas quais têm verdadeira admiração e respeito, ou seja, os pais. Leia perto de seus filhos, construa esse incentivo e respeito pela leitura. Dentre essas ações, eu recomendo:

  • Tenha o hábito de assinar/comprar jornais e faça questão com que seu filho o veja lendo.
  • Quando for ao shopping, sempre visite uma livraria e passe bastante tempo com seu filho na sessão infantil. Pode ser chato ficar vendo livros infantis, mas leia os livros com ele, folheie, pegue, etc. Depois você pode ver seus livros.
  • Compre pelo menos um livro para o seu filho por mês.
  • Geralmente as escolas tem uma biblioteca onde os pequenos pegam livros semana ou mensalmente. Leia os livros com ele, discuta e depois pergunte novamente pela história.
  • Além dos livros, existem outras formas de cultura que estimulam o contato com esse ambiente, como o teatro, pinturas, cinema e outros.

Com essas dicas, as crianças se interessarão mais pela cultura e pelos livros.

Até logo!